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Fortalecimento da cadeia do atum: Superintendência Federal da Pesca participa de reunião pública em Areia Branca

A cidade de Areia Branca sediou, nesta quarta-feira (18), uma sessão pública que reuniu representantes do setor pesqueiro, autoridades, instituições públicas e entidades de classe para debater os desafios e as oportunidades da pesca do atum no Rio Grande do Norte.

O evento, realizado na Câmara Municipal, contou com a presença do superintendente federal da Pesca e Aquicultura no estado, David Soares de Souza.

Durante sua fala, o superintendente destacou que o Rio Grande do Norte já é um destaque nacional no setor, sendo responsável por colocar atum nobre em 40% do mercado dos Estados Unidos.

Areia Branca, segundo ele, se consolida como um dos maiores polos atuneiros do país, concentrando quase metade das embarcações formalizadas dedicadas à pesca do atum no RN.

David Soares, afirmou que a Superintendência está construindo, em parceria com o Governo do Estado, uma agenda de entregas com foco no estado, incluindo iniciativas como a instalação de energia solar em colônias de pescadores, aquisição de máquinas de gelo e reboques, além da interiorização da carcinicultura.

“Estamos diante de uma janela de oportunidades única para o fortalecimento da pesca e da aquicultura. Areia Branca reúne todos os elementos necessários: colônia mobilizada, setor produtivo engajado, instituições de ensino e poder público atuante”, disse.

O superintendente elencou quatro eixos fundamentais para alavancar a cadeia produtiva: ampliação da formalização das embarcações por meio do PROPESC, fortalecimento da assistência técnica, ampliação do financiamento e agregação de valor na produção dos pescados. Um dos encaminhamentos do evento será audiência com o Secretário Estadual Fazenda, no próximo dia 30, para tratar da efetivação do aplicativo NFF – Nota Fiscal – para a produção pesqueira.O gestor da SFPA enfatizou ainda a importância da recriação do Ministério da Pesca, destacando que a pesca precisa de protagonismo institucional.

“O Brasil ainda não ocupa nem 1% do mercado mundial de pescado. Para mudar essa realidade, é preciso política pública, incentivo e presença do Estado”, concluiu.

A reunião foi marcada por contribuições significativas de diferentes representantes, incluindo membros da Fiern, Sebrae, UFERSA, Prefeitura de Areia Branca, Câmara Municipal e colônia de pescadores local.

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