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Fetarn avalia Plano Safra 2025/2026 como o “Maior da história e com avanços importantes para o campo potiguar”

O Governo Federal lançou na última segunda-feira (30) o Plano Safra 2025/2026 da Agricultura Familiar, com o maior volume de recursos da história: R$ 89,2 bilhões destinados à produção rural em todo o país. Do total, R$ 78,2 bilhões serão destinados ao Pronaf – Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, com taxas de juros variando de 0,5% a 8% ao ano. A nova edição do programa também inclui medidas específicas para fortalecer a produção sustentável, ampliar o acesso ao crédito e incentivar cadeias produtivas regionais.

Para o presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Rio Grande do Norte (Fetarn), Erivam do Carmo, o anúncio representa um marco importante para o fortalecimento do campo, especialmente em estados como o RN, que enfrentam uma das piores estiagens dos últimos anos. “Esse é o maior Plano Safra da história, com R$ 89 bilhões, e isso é fruto direto da luta do movimento sindical. Nossa federação, junto com a Contag, tem reivindicado continuamente medidas mais estruturantes para a agricultura familiar. Esse anúncio representa um avanço concreto”, afirmou.

Uma das novidades comemoradas pelo dirigente é o atendimento de uma demanda nascida no próprio Rio Grande do Norte: a inclusão de recursos específicos para as cadeias da caprinocultura e da ovinocultura, atividades essenciais para a economia rural do semiárido. “Essa proposta foi construída aqui no estado e agora ganha visibilidade nacional. É um reconhecimento importante do potencial da nossa agricultura”, pontuou.

Mesmo diante do cenário de juros altos na economia nacional, com a taxa Selic atualmente em 15% ao ano, o governo conseguiu manter os juros em 3% para alimentos da cesta básica, como arroz, feijão, mandioca, frutas e verduras. No caso da produção agroecológica e orgânica, a taxa é ainda menor: 2% ao ano. “Manter esses juros reduzidos foi essencial. Isso atende a uma reivindicação histórica da nossa categoria, porque incentiva a produção de alimentos saudáveis e também pode refletir na redução de preços para o consumidor final”, destacou Erivam.

O Plano também contempla linhas de crédito voltadas para irrigação com energia solar, conectividade rural, quintais produtivos para mulheres, regularização fundiária, habitação rural e acessibilidade no campo. Há ainda novas condições para cooperativas e a ampliação dos limites de crédito para diferentes modalidades de financiamento.

Diante da grave situação de seca que atinge o estado, Erivam reforça que a Fetarn continuará vigilante para que os recursos anunciados se transformem em políticas públicas efetivas no Rio Grande do Norte. “Temos regiões como o Oeste, o Médio Oeste e o Seridó em situação extremamente crítica. É fundamental que as medidas cheguem com rapidez na ponta. Os agricultores e agricultoras familiares precisam de apoio emergencial, mas também de investimentos estruturantes. Estamos atentos e seguiremos cobrando”, concluiu.

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