Audiência na ALRN debate Campanha da Fraternidade e déficit habitacional

Já o deputado Ubaldo Fernandes pontuou com exemplos na região Leste de Natal trouxe exemplos concretos de sua atuação. “Quem não lembra do Maruim, com quase 600 famílias?”, questionou, citando áreas de risco e avanços em regularização fundiária. Segundo ele, o déficit habitacional no Brasil atinge milhões de famílias, especialmente as de baixa renda. “É preciso que nós, detentores de mandatos, pautemos essa luta para diminuir esse déficit”, afirmou.
O coordenador do Movimento de Luta por Moradia Popular no RN, Welington Bezerra, cobrou políticas estruturantes. “Não basta um programa de governo, é preciso uma política pública efetiva”, disse. Ele destacou conquistas recentes, mas criticou desigualdades. “Conseguimos novas moradias, mas não somos tratados de igual para igual com as construtoras”, afirmou, defendendo maior valorização dos movimentos sociais.
A secretária estadual do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social, Íris Maria de Oliveira, ressaltou a importância do debate e apresentou ações do governo estadual. “Já são 10 mil unidades aprovadas em 140 municípios”, afirmou, citando esforços para retomar programas e ampliar o acesso à moradia, especialmente no interior do estado.
Encerrando as falas, o padre Rodrigo Paiva destacou a vivência direta da Igreja com a realidade habitacional. “A vida digna começa pela moradia”, afirmou. Ele reforçou o caráter da campanha como um chamado coletivo. “A moradia não é apenas um teto, é espaço de proteção e identidade”, disse. Para o sacerdote, negar esse direito “é ferir a dignidade humana”, sendo urgente ampliar políticas públicas e o compromisso social com o tema.





