
A Câmara Municipal de Alexandria, no Alto Oeste do Rio Grande do Norte, rejeitou em plenário o requerimento nº 75/2025, que solicitava a prestação de contas mensal do Poder Legislativo. A proposta, apresentada pelo vereador Raul Santos Bezerra de Farias (União Brasil), tinha como objetivo garantir mais transparência na aplicação dos recursos públicos da Casa.
Votaram contra o chamado “requerimento da transparência” os vereadores Ciro Patrício, Carlinhos Sarmento, João Victor e Maria Clara, além do presidente da Câmara, vereador Diassis Euflazino, que também se posicionou contrariamente à matéria.

De acordo com o texto do requerimento, a Mesa Diretora deveria encaminhar, no prazo de até 20 dias, a prestação de contas mensal da Câmara Municipal, em formato impresso, para conhecimento dos parlamentares e da população. A justificativa foi apresentada em plenário e destacou a necessidade de fortalecer o controle social e a fiscalização dos gastos do Legislativo.
Durante a sessão, o autor do requerimento reagiu à rejeição e afirmou que irá acionar o Ministério Público da Comarca de Alexandria. Segundo Raul Santos, a negativa da maioria não impede a cobrança por transparência e responsabilidade com o dinheiro público.
“O que estamos pedindo é algo básico: transparência. Se a Câmara não quer fornecer essas informações, vamos buscar os meios legais para que isso aconteça”, afirmou o vereador em plenário.
A decisão da maioria dos vereadores gerou repercussão política no município e reacendeu o debate sobre a transparência dos atos administrativos da Câmara Municipal de Alexandria. O caso agora deve ter novos desdobramentos com a possível atuação do Ministério Público.





