Aguinha nega autoria do assassinato de Evinho em júri popular realizado sob forte esquema de segurança em Apodi

Um forte esquema de segurança foi montado nesta quarta-feira (18) para a realização do júri popular de Alcimário Lima Monteiro, conhecido como Aguinha, acusado de assassinar com extrema crueldade o jovem Verlvey de Oliveira, o Evinho, em maio de 2023. O julgamento ocorre na sala do Júri Desembargador Zacarias Gurgel Acunha, no Fórum Desembargador Newton Pinto, em Apodi, e segue sem horário definido para encerramento.
As ruas próximas ao fórum, assim como as entradas e saídas da cidade, foram reforçadas por equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil. O sistema de videomonitoramento do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP), da Polícia Militar em Apodi, também foi acionado para intensificar a vigilância durante todo o julgamento. O plenário está lotado, demonstrando o grande interesse popular pelo caso.
A sessão está sendo presidida pelo juiz Thiago Lins Coelho Fontenele, titular da 2ª Vara da Comarca de Apodi. A acusação está sob responsabilidade da promotora de Justiça Dra. Liv Ferreira Severo Queiroz, da 2ª Promotoria da cidade e do promotor Carlos Henrique, que pediram a condenação do réu, afirmando que há provas suficientes de que Aguinha foi o autor do homicídio.
O crime ocorreu na noite de 11 de maio de 2023, dentro da residência da vítima, localizada no bairro Lagoa Seca, mais precisamente no Conjunto Garilândia. Evinho foi atingido por dez disparos, sendo nove deles na cabeça, conforme apontou o laudo pericial.
Durante seu interrogatório, Aguinha negou qualquer envolvimento no assassinato. A defesa, feita pelos advogados Sávio José, Walter Solano e equipe, sustenta a tese de negativa de autoria.
Preso há pouco mais de um ano na Cadeia Pública de Mossoró, o réu foi escoltado até o fórum por homens do Grupo de Escolta Penal (GEP), da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte (SEAP). Ele havia sido capturado anteriormente no estado da Bahia.
A movimentação no entorno do fórum e o clima de tensão reforçam a repercussão e a gravidade do caso, que segue sendo julgado ao longo desta terça-feira.
Segundo as forças de segurança de Apodi e da região Oeste, Alcimário Lima Monteiro, o Aguinha, integra uma facção criminosa com origem no Ceará, conhecida por suas ações violentas.





