Aguinha é condenado a 23 Anos de prisão em Júri Popular realizado sob forte esquema de segurança em Apodi
O crime ocorreu na noite de 11 de maio de 2023, dentro da residência da vítima, localizada no bairro Lagoa Seca, mais precisamente no Conjunto Garilândia.

A sessão do júri popular de Alcimário de Lima Monteiro, conhecido como Aguinha, foi concluída por volta das 16h30 desta quarta-feira (18), no Fórum Desembargador Newton Pinto, em Apodi. O jovem de 20 anos foi condenado a 23 anos de reclusão pelo assassinato do jovem Verlvey de Oliveira, o “Evinho”, ocorrido em maio de 2023 no bairro Lagoa Seca.
O julgamento foi marcado por debates acalorados entre defesa e acusação e contou com forte esquema de segurança montado pela Polícia Militar e pelo Sistema Penitenciário, devido à comoção gerada pelo crime e o histórico do réu.
A sentença foi lida pelo juiz Thiago Lins, que indeferiu o pedido da defesa para que Aguinha recorresse em liberdade. O réu, que até então cumpria pena na Cadeia Pública de Mossoró, será transferido para o Complexo Penal Agrícola Dr. Mário Negócio, também em Mossoró, onde cumprirá a pena.
Segundo o magistrado, a condenação levou em consideração duas qualificadoras que agravaram a pena, embora essa tenha sido a primeira condenação penal de Aguinha.
Os advogados de defesa, Walter Solano e Sávio José, anunciaram que vão recorrer da decisão. Para Solano, a pena aplicada foi excessiva. “Acreditamos que houve excessos e vamos buscar a anulação do júri”, afirmou Dr. Solano.
As ruas próximas ao fórum, assim como as entradas e saídas da cidade, foram reforçadas por equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil. O sistema de videomonitoramento do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP), da Polícia Militar em Apodi, também foi acionado para intensificar a vigilância durante todo o julgamento. O plenário está lotado, demonstrando o grande interesse popular pelo caso.
A sessão está sendo presidida pelo juiz Thiago Lins Coelho Fontenele, titular da 2ª Vara da Comarca de Apodi. A acusação está sob responsabilidade da promotora de Justiça Dra. Liv Ferreira Severo Queiroz, da 2ª Promotoria da cidade e do promotor Carlos Henrique, que pediram a condenação do réu, afirmando que havia provas suficientes de que Aguinha foi o autor do homicídio.
O crime ocorreu na noite de 11 de maio de 2023, dentro da residência da vítima, localizada no bairro Lagoa Seca, mais precisamente no Conjunto Garilândia. Evinho foi atingido por dez disparos, sendo nove deles na cabeça, conforme apontou o laudo pericial.





